Rumba

A Rumba, sua composição ou base musical está integrada por percussionistas, solistas e um coro. É dançada por par ou por solistas, segundo seja a variante ou modalidade interpretada. Quando falamos de rumba, nos referimos à música e ao baile. O canto é um elemento determinante neste género, já que a comunicação e a relação entre os participantes se estabelecem por meio dos cantos que improvisam os cantantes, que expressam os sentimentos e problemas sociais, políticos e culturais do país, da comunidade ou bairro onde se desenvolve. A sua vez, estas mensagens são respondidas pelo coro, que não é mais que as vozes dos participantes que conformam o rumbón, além de um pequeno grupo, o coro que se situa cerca dos músicos, que geralmente são os que levam a voz cantante.

Nos seus inícios, os ritmos que acompanhavam estes cantos procediam dos sons produzidos pelos paus o colheres sobre qualquer objecto; com posteridade, foram substituídos por caixotes ou taburetes, e para percutir utilizavam bolhas pequenas ou colheres sobre uma caixa e um ferro, que faziam soar com uma garrafa. Ao resultado rítmico obtido foi chamado "rumba de cajón" ou "rumba de tempo Espanha". O característico é a cadência e a lentidão rítmica que começa com os cantos, e posteriormente se lhe une a percussão, assim como o carácter mimético dos seus bailes.

O conjunto da Rumba tem três formas ou estilos principais de baile, estes são: o Yambú, o Guaguancó e a Columbia, que expressam indistintamente a habilidade, o coqueteio e o galanteio. Se o baile é de par (casal), caracteriza-se pela relação e a competência que se estabelece entre eles, assim como pela agilidade e cadência de sus movimentos. Quando o baile é interpretado por um solista, está presente a criatividade e a destreza nos seus gestos e passos, assim como a comunicação e a relação destes movimentos com os tambores.

Nas três modalidades da rumba se manifesta a expressividade e o regozijo que os bailadores lhe imprimem à interpretação. A improvisação está pressente, sobre, todo na Columbia e na Jiribilla, onde o solista marca seus passos e suas figuras, seguidos pelo tocador de quinto; estabelece-se uma controvérsia entre o baile e a música, entre movimentos e toque, entre o bailador e o tocador, numa evidente controvérsia de habilidades. Nos movimentos corporais — contracções, ondulações, flexões, saltos e giros—, que estão em função dos passos e do ritmo, se logra una maior beleza e fluidez no sentido do baile, expressado sobre todo no coqueteio e no galanteio, assim como na comunicação e na projecção de cada uno deles.

Fonte: https://www.lajiribilla.cu/2012/n565_03/565_13.html apud Guias de estúdios Marta Bercy Danza Cubana.

 

 

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